quarta-feira, novembro 23, 2011
o meu prédio
vivo numa zona pacata de lisboa. é um bairro agradável e já com alguns anos e por esse mesmo motivo, a população é geralmente mais velha. como não poderia deixar de ser, o meu prédio é o espelho da zona onde moro: muitos idosos e os poucos jovens ou adultos, compraram a casa à família de algum idoso, ou pura e simplesmente, herdaram-na.
somos poucos, os jovens e adultos do prédio.
os idosos, estão em maioria e apesar da força física já não estar presente, a força mental e as ideias vincadas ainda lá moram e nunca irão abandonar aqueles corpos, cada vez mais enrugados.
como devem calcular, as reuniões de condomínio são de ir ao desespero.
tenho a certeza absoluta, que somos o único prédio em lisboa (quem sabe na península ibérica), cuja garagem, tem um portão manual.
um portão manual!!! sim, daqueles iguais aos das cavalariças do séc. XII...
tudo pelo simples facto dos velhos do restelo, já não usarem o seu automóvel. logo, "porquê pagar um balúrdio para ter um portão automático, se não usamos o carro?"
devem imaginar que quando está frio, calor, chove ou faz vento, não é muito agradável sair do carro e ir abrir o portão da garagem. para não falar obviamente, no factor insegurança de deixarmos o carro ligado, enquanto vamos abrir ou fechar o portão.
há quase 5 anos que moro neste prédio. se juntarmos os 33 anos que os meus avós cá viveram e que batalharam por termos um portão automático, temos quase quatro décadas de reuniões de condomínio, cujas aspirações de termos um pouco mais de conforto no prédio, não foram concretizadas.
a partir desta reunião de condomínio, decidi boicotar qualquer votação que se faça.
irei votar sempre "contra", mesmo que seja para meu próprio benefício, até que um portão automático seja colocado!
ou então, espero em média 2 a 3 anos até baterem todos a bota...
vivo numa zona pacata de lisboa. é um bairro agradável e já com alguns anos e por esse mesmo motivo, a população é geralmente mais velha. como não poderia deixar de ser, o meu prédio é o espelho da zona onde moro: muitos idosos e os poucos jovens ou adultos, compraram a casa à família de algum idoso, ou pura e simplesmente, herdaram-na.
somos poucos, os jovens e adultos do prédio.
os idosos, estão em maioria e apesar da força física já não estar presente, a força mental e as ideias vincadas ainda lá moram e nunca irão abandonar aqueles corpos, cada vez mais enrugados.
como devem calcular, as reuniões de condomínio são de ir ao desespero.
tenho a certeza absoluta, que somos o único prédio em lisboa (quem sabe na península ibérica), cuja garagem, tem um portão manual.
um portão manual!!! sim, daqueles iguais aos das cavalariças do séc. XII...
tudo pelo simples facto dos velhos do restelo, já não usarem o seu automóvel. logo, "porquê pagar um balúrdio para ter um portão automático, se não usamos o carro?"
devem imaginar que quando está frio, calor, chove ou faz vento, não é muito agradável sair do carro e ir abrir o portão da garagem. para não falar obviamente, no factor insegurança de deixarmos o carro ligado, enquanto vamos abrir ou fechar o portão.
há quase 5 anos que moro neste prédio. se juntarmos os 33 anos que os meus avós cá viveram e que batalharam por termos um portão automático, temos quase quatro décadas de reuniões de condomínio, cujas aspirações de termos um pouco mais de conforto no prédio, não foram concretizadas.
a partir desta reunião de condomínio, decidi boicotar qualquer votação que se faça.
irei votar sempre "contra", mesmo que seja para meu próprio benefício, até que um portão automático seja colocado!
ou então, espero em média 2 a 3 anos até baterem todos a bota...