quarta-feira, outubro 17, 2012

PPP

muito se fala que um dos motivos deste país andar a perder muitos milhares de milhões de euros anualmente é devido aos contratos assinados com as parcerias público-privadas. a pergunta que se faz é simples: "porque não rasgar os contratos assinados?", a resposta também parece ser simples: "os contratos estão bem construídos e blindados com diversas alíneas de cancelamento. a sua anulação iria ser pior que cumprir o contrato até ao final."

meus amigos...
vamos supor que vocês tinham uma série de hectares de terrenos em viseu.
vamos supor que de acordo com os projectistas, arquitectos e engenheiros, a nova auto-estrada daquela zona iria cortar os vossos terrenos ao meio.
o estado português oferece-se para adquirir parte dos vossos terrenos, necessária à construção da auto-estrada e avalia aqueles hectares necessários em 10x menos do que vocês querem por eles. vocês recusam e eles oferecem mais 3% do valor inicial. vocês recusam novamente. o que faz o estado português?

invoca interesse nacional e os terrenos são automaticamente do estado, a troco de uns míseros euros. não vale a pena fazer nada...interesse nacional significa mais emprego e facilidade de acessos devido à construção de uma auto-estrada numa zona carenciada e com pouco acesso ao resto do país.

porque não invocamos interesse nacional nas PPP?

Comments:
Porque são contratos internacionais e eles penhoram-te a peida até à décima casa. Estes gajos fazem estradas na nigéria e em Angola. Estão batidos com os caprichos de quem decide.

Mesmo essa ideia de taxar os lucros dessas PPP (que somos livres de impor), estão previstos nos contratos.

MAs porque não se mete na prisão quem os negociou sem ter como os pagar? Isso era coisa para dar uma certa pausa aos futuros governantes que tivessem ideias parecidas.
 
então o agricultor de viseu pode ir penhorar o estado português porque lhe comprou terrenos a baixo preço? sim? porque não o faz?
 
E tens outro tema Rui. Como indica o Nuno Simões, estes Sr.s não são parvos, e o financiamento necessário para a construção da maioria das obras foi feito com aval da CGD.
Logo, caso se entre numa situação de rasgar contratos, deixas de ter uma divida com as empresas detentoras e passas a ter um problema de default na CGD.
Completamente de acordo com a questão dos responsáveis terem que ser presos, mas este processo tem que ser gerido com pés e cabeça

 

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