quarta-feira, setembro 04, 2013

a gaiola dourada











vi recentemente o filme "a gaiola dourada" do ruben alves.
apesar de conhecer um pouco do mundo da emigração, nunca o fiz, mas tenho diversas pessoas do meu círculo bem próximo que o fizeram há muitos, ou poucos anos.

o filme retrata uma franja muito particular dos portugueses lá fora. essa franja é sem dúvida a esmagadora maioria, embora nos últimos anos, a finalidade com que se emigra, esteja a mudar. quem sai de cá, já não pensa apenas em guardar tudo debaixo do colchão, para chegar à aldeia e construir uma casa e comprar um mercedes. hoje em dia, as pessoas já não pensam tanto no futuro e vivem mais o dia-a-dia, gastando o que ganham como se estivessem em portugal. acho bem! eu faria o mesmo, nas condições actuais.

um dos motivos é o preço das viagens low-cost para portugal. hoje em dia já se matam saudades dos pasteis de nata e do bacalhau, com muito menos dinheiro que antigamente. na década de 50 e 60, se o português viesse à pátria uma vez a cada 2 anos, já se poderia considerar um sortudo. hoje em dia e sem grande sacrifício, consegue vir uma vez por mês se assim o entender.

o português retratado no filme vai desaparecer dentro de duas ou três décadas, simplesmente, porque a mentalidade está a mudar de ano para ano. sem querer denegrir o português que saía da sua nação para amealhar, este português de hoje, tem mais capacidades e não olha para o país que o acolhe como um sacrifício. este português de hoje em dia, que está lá fora (por necessidade ou gosto) aproveita muito mais que o português do passado, que vivia numa caixa de sapatos com a mulher, os dois filhos...e a casa na aldeia num horizonte bem longínquo.

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