quinta-feira, julho 31, 2014

bebés

hoje fui almoçar com a minha mulher ao oeiras parque e no meio daquela confusão toda de almoços, mesas, H3, prego gourmet, levanta, senta, procura mesa, só peso, mcdonald's e filas intermináveis havia uma coisa em comum. algo que aconteceu durante os 30 minutos que demorou o nosso almoço. a berraria incessante, permanente, consistente e poderosa de um bebé mais ou menos da idade do meu tiago. não houve uma pausa de 30 segundos nos berros, choro e gritos deste bebé.

qual foi a reacção dos pais?
tentar acalmar o bebé, mas ao mesmo tempo mostrar que não pode ter tudo o que quer, quando quer.
qual foi a reacção da maior parte das pessoas?
compreensão...a maior parte.

houve algumas pessoas que faziam cara de frete, metiam os dedos nos ouvidos, barafustavam e achavam toda aquela situação incompreensível. acho que estas pessoas nunca foram pais.

não é agora por ser pai que esta situação não me incomoda.
nunca me incomodou especialmente, mas agora, compreendo-a e até serve de tónico auditivo, pensando ao mesmo tempo que o meu filho não é NADA daquilo. (quer dizer, é um bocadinho...)

meus amigos que não são pais ou que não compreendem os berros de um bebé:
vocês já foram assim. os vossos pais levaram-vos a restaurantes e vocês já incomodaram muita gente. o que está ali é um ser humano que ainda não tem poder de racionalizar o que vocês lhe estão a pedir. há uma altura em que a berraria que começou porque queria uma batata frita, já não existe e naquele momento, a berraria é pura e simples, berraria...porque sim...não há nada a fazer.

e por mais cara feia e bocas que mandem, mais irritados os pais ficam.
o palmadão que vocês querem que os pais apliquem no rabo do filho, poderá ser facilmente aplicado na vossa cara.

Comments:
Há uma coisa a fazer, sim: não levar os miúdos! Tens razão, não sou mãe. Mas acho que também não tenho obrigação de aturar os filhos dos outros.

Se as crianças não se sabem comportar, na minha opinião os pais devem deixá-los em casa. Tragam os miúdos para sítios públicos apenas quando eles souberem, enfim, não digo estar calados, mas pelo menos não berrar nem fazer birras.

 
não levar os miúdos, implica que os pais não possam ir jantar ou almoçar fora. implica que não possam ir ao parque. implica que os miúdos que não se sabem comportar em público ou fazem birras, NUNCA na vida irão saber, porque irão estar sempre privados desse tipo de situação social. e não...nem todos os pais têm posses para ter uma ama, para ir à sua vida ou que tenham sempre um familiar ou amigo disponível para ficar com o bebé. estamos a falar de um bebé de 18 meses e não de uma criança de 6 ou 7 anos. se uma criança for terrível em público, a solução é não sair com ela de casa até aos 5 anos...é isso?
 
Obviamente que não defendo que se deixem sempre os miúdos em casa, apenas se se portarem mal em espaços fechados. Se a criança é terrível em público, eduquem-na e inventem "situações sociais" na vossa própria casa. Façam jantares, convidem amigos, família e restantes pessoas que não se importem com o barulho. Não massacrem ouvidos inocentes. Lá porque vocês acham que o puto é o máximo, não quer dizer que os outros tenham a mesma opinião.

Em alguns países civilizados vários restaurantes proibem a entrada de crianças. Eles lá sabem porquê.

Detesto estar a jantar e ter um puto na mesa ao lado aos berros porque quer um brinquedo e os pais não lhe dão. Já para não falar daqueles que resolvem correr pelos restaurantes fora a ir contra os empregados que estão a carregar travessas com coisas quentes. São um perigo para eles e para os outros. E os pais, na maior parte das vezes, querem é estar sossegados e não levantam o rabo da cadeira para ir buscar os petizes. Já por várias vezes tive de me levantar eu e ir lá levar a criancinha adorável aos progenitores.

Relativamente ao palmadão, dava-o sim, mas era nestes pais. Nada contra os miúdos... Só acho que em tudo tem de haver razoabilidade e respeito. Se já sabem que a criança se porta mal e grita, porque insistem em levá-la? Não têm dinheiro para uma ama? E para jantarem fora os três, já têm? Não faz sentido.
 
atenção, estávamos a falar da zona de refeições do oeiras parque e não de um restaurante com 3 estrelas michelin e com um senhor a tocar piano lá ao fundo. se a berraria do bebé incomoda, porque não incomoda também a discussão dos 3 ciganos que estavam a 3 mesas de mim? e o casal a discutir sobre a "amiga especial" dele? e a senhora que teve de levar o caniche dentro de uma casota portátil que não parou de ladrar? o bebé é apenas mais um elemento no mundo...no mundo das discussões, no mundo dos animais a ladrar, no mundo da própria berraria dos adultos. nesses países civilizados que falas, provavelmente no norte da europa, a taxa de suicídio entre os adolescentes é a mais alta do mundo...eles lá sabem porquê! quando tiveres um bebé, uma criança, um adolescente e um homenzinho logo vês as coisas de outra maneira, ou então não...
 
Achas mesmo que os adolescentes se suicidam porque na infância os pais os deixam com uma ama em vez de os levarem para o restaurante?

Que tem a ver o assunto da criança com os ciganos e os cães?

 
O que tem a ver?! Tudo! O cerne de toda a questão: barulho e não incomodar as pessoas que estão zen na sua hora de almoço. Com o bebé não se consegue racionalizar, mas com os ciganos, o casal a discutir e com a dona do cão consegue-se. Alguém foi lá? Não...o bebé e os seus pais são o alvo mais fácil, apenas e só porque são os únicos que estão preocupados com as outras pessoas, quando no fundo não deveriam estar. Alguém foi ter com os ciganos aos berros para estarem calados? Não...nem olhavam! E com o casal? Não...o interesse em saber a história era por demais maravilhoso! E à dona do cão? Não interessa o latido do animal...mas o bebé a chorar, aí está a verdadeira besta 666!
 

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